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Corda Dyneema 2mm com Revestimento Dourado — Teste de Carga de Rutura

Dyneema gecoat 2 mm op diverse haspels

Otto Tromm |

Editor: Otto Tromm | Data do teste: 14-4-2026

A Dyneema é conhecida como a fibra de corda mais resistente do mundo por unidade de peso — mas o que acontece quando essa fibra é combinada com um revestimento dourado num diâmetro de apenas 2,0 mm?

A combinação é notável, e os resultados do teste também: os valores desviam-se do que o diâmetro e o material por si só sugeririam.

Qual é a carga de rutura de uma corda Dyneema de 2 mm com revestimento dourado? No nosso teste, esta corda rompeu com uma média de 1,99 kN (203 kg), com base em 5 medições.

Este valor é consideravelmente superior à média de 1,15 kN medida para outras cordas de 2,0 mm na nossa base de dados de testes.

Ver esta corda em prorope.eu

Dyneema revestida de 2 mm em vários carretéis

Que tipo de corda é esta?

Trata-se de uma corda entrançada com um diâmetro de 2,0 mm, fabricada em fibras HMPE (Polietileno de Alta Módulo), comercialmente conhecida como Dyneema.

A corda não possui alma separada: a construção é um entrançado simples sem estrutura de alma e capa.

A superfície exterior possui um revestimento dourado aplicado.

O HMPE é a fibra mais leve da sua classe de resistência. Flutua na água e absorve praticamente nenhuma humidade, o que significa que a carga de rutura permanece quase idêntica a húmido ou a seco. O alongamento na rutura é muito baixo — aproximadamente 4% — o que significa que esta fibra absorve quase nenhuma energia sob cargas de choque.

A curva de carga apertada observada durante o teste é inteiramente coerente com esse comportamento.

As aplicações típicas para esta corda encontram-se em áreas onde é necessário combinar baixa massa, elevada resistência e alongamento mínimo: mecânica de precisão, equipamento de pesca, modelismo, aplicações decorativas com requisitos técnicos e aplicações em que o peso da própria corda é um factor.

Método de teste

O teste foi realizado numa máquina universal de ensaios com grampos específicos para cordas, adequados para medir cordas sem emendas ou nós. A velocidade de ensaio foi de 20 mm/s.

Foram realizadas 5 medições separadas no mesmo produto.

Não foi aplicada pré-tensão antes da medição. Os resultados são apresentados abaixo como valores médio, mais alto e mais baixo.

O teste foi realizado em conformidade com ISO 2307:2019

Resultados do teste

Carga de rutura média: 1,99 kN (203 kg). Valor mais alto medido: 2,09 kN. Valor mais baixo medido: 1,91 kN. Com base em 5 medições.

A diferença entre o valor mais baixo e o mais alto é de 0,18 kN, indicando um desempenho relativamente consistente ao longo dos cinco ensaios de tração.

Uma observação notável durante o teste foi que a corda permaneceu intacta até imediatamente antes do ponto de rutura — a falha ocorreu de forma abrupta, mas foi precedida por uma curva de carga claramente apertada. Este comportamento é característico do HMPE: alongamento mínimo, absorção de energia mínima e, em seguida, falha súbita.

Uma observação inesperada: a carga de rutura média desta corda revestida de 2,0 mm (1,99 kN) é inferior à carga de rutura anteriormente medida para uma corda Dyneema não revestida de 1,5 mm (T-5835).

Isto é contrário ao que o diâmetro por si só sugeriria, e pode indicar uma diferença na compactação das fibras, na estrutura do entrançado, ou na influência do revestimento sobre a carga das fibras.

Esta questão justifica uma investigação adicional com outros diâmetros da mesma linha de produto.

Comparação com outras cordas de 2,0 mm

Para contextualizar o resultado do teste: a carga de rutura média para cordas de 2,0 mm na nossa base de dados de testes é de aproximadamente 1,15 kN. Esta corda Dyneema revestida, com 1,99 kN, apresenta assim um desempenho 73% superior a essa média.

Para comparação directa:

A diferença de 0,84 kN em relação ao Kevlar com alma e capa é substancial para uma corda do mesmo diâmetro. O Kevlar possui uma elevada resistência à tração por fibra, mas numa construção entrançada fina desta dimensão, o HMPE tem claramente a vantagem.

Além disso, o Kevlar perde resistência sob cargas de flexão repetidas e exposição a UV sem uma capa de protecção — o HMPE é menos susceptível a este fenómeno.

Quando utilizar esta corda

Esta corda é mais adequada para aplicações que exijam uma combinação de baixa massa, elevada resistência à tração e alongamento mínimo com pequeno diâmetro. As aplicações incluem:

  • Cabos de ligação finos em instrumentos de precisão ou mecânica fina
  • Modelismo e aplicações de RC
  • Aplicações decorativas com requisito técnico de resistência, onde o revestimento dourado serve também um propósito estético
  • Aplicações de amarração ligeiras onde 2,0 mm é suficiente e a redução de peso é um objectivo

A corda flutua na água e não perde resistência por absorção de humidade. Para aplicações em ambientes húmidos, esta é uma vantagem face ao nylon, que perde 10–15% da sua resistência quando molhado.

Limitações

Esta corda não é adequada para as seguintes situações:

  • Cargas de choque: O HMPE tem menos de 4% de alongamento na rutura. Não existe praticamente nenhuma absorção de energia. Sob cargas de choque súbitas — como uma queda ou um solavanco — a corda pode falhar abruptamente sem aviso prévio. Utilize nylon (20–35% de alongamento) para aplicações que requeiram absorção de choque.
  • Carga estática prolongada a temperatura elevada: O HMPE sofre fluência sob carga sustentada a temperaturas acima de 60°C. Não é adequado para fixações permanentes em ambientes quentes.
  • Nós: Os nós reduzem a carga de rutura das cordas em HMPE. Utilize uma emenda quando é necessária resistência máxima.
  • Ambientes abrasivos: O revestimento oferece alguma protecção, mas a corda tem apenas 2,0 mm de espessura. Com utilização intensiva sobre arestas vivas ou superfícies rugosas, o desgaste é um risco real.

Conclusão

Esta corda Dyneema revestida de 2,0 mm, com uma carga de rutura média de 1,99 kN (203 kg), apresenta um desempenho 73% superior ao de outras cordas de 2,0 mm na nossa base de dados, sendo mais adequada para aplicações onde é necessário combinar resistência máxima no diâmetro mínimo com baixo peso.

A relação anómala em comparação com a Dyneema não revestida de 1,5 mm justifica uma investigação adicional — os resultados não podem ser explicados apenas pelo diâmetro e sugerem que a construção e o revestimento desempenham um papel significativo.

Ver esta corda aqui

Este teste foi realizado por Otto Tromm, que ainda está a tentar compreender como uma corda mais fina sem revestimento pode ser mais resistente do que uma corda mais grossa com revestimento — e que não descansará enquanto não tiver testado todos os diâmetros.

Os dados do teste foram recolhidos pela Prorope. Este texto foi gerado com recurso a IA com base nesses dados e verificado quanto à exactidão factual. Saiba como testamos e publicamos →